Sabe aquela história de que tratamento de acne primeiro exacerba os sintomas pra depois limpar a pele? Pois bem: lá pelo meio da semana me apareceu uma espinha bem no meio da bochecha. Eu fico profundamente irritada porque depois de certa idade o mínimo detalhe deixa uma cicatriz escura na pele. Mas não foi daquelas que inflamam e soltam langanhos (feito a da semana pasada): foi um ponto vermelho que cresceu, cresceu, e a gora encolheu, mas continua vermelho. Até agora, minha pele não irritou. Se eu estivesse no Vitanol, com a frequência que tô usando (diariamente) minha pele já teria caído. Meus lábios estão até direitinho, graças ao balm da L'Occitane, que uso pra dormir e deixo do lado do computador pra ir retocando ao longo do dia. Estou até disciplinada.
Vinha razoavelmente bem-resolvida com minha pele até ontem à noite. Estava redigindo um artigo e, "temça" como sempre, bateu uma coceira ao lado da boca. Comecei a coçar, coçar e de repente vermelhão! Parei de redigir às 3h da manhã e fui lavar o rosto e passar o ácido. Apliquei no rosto todinho, menos na irritação. E fui dormir. Quando acordei de manhã, me deparo com uma creca mutante com mais de 1 cm de diâmetro. E sei que é emocional. Estou uma pilha com esses artigos, estão um verdadeiro parto a fórceps. E se eu bem me conheço é uma daquelas dermatites chatas que só revolvem com corticoides. Mas, até minha próxima consulta (daqui a uma semana), não me atrevo a passar nada, só evitar coçar e manter o lugar limpinho.
Por enquanto, oleosidade sob controle, mas a pele ainda não está sequinha como eu queria. Como diz a bula, resultados após umas quatro semanas. Vamos esperar para ver, porque o precinho dele é salgado em relação ao Vitanol e só o fato de não estar maltratanto minha pele já está valendo o $$$ investido. Agora vamos ver como ficam as espinhas...
...e, se ele não explica, não serei eu quem vai fazê-lo.
rapadura é doce, mas não é mole
- Macabea
- Cor: azul | Banda: Radiohead | Música: In the Year (Echobelly) | Homem: sei não | Mulher: eu | Bebida: caipiruva | Gesto: abraço | Animal: gato | Lugar: Olinda | Veneno: pagode | Objeto: perfume | Verbo: cantar
Sunday, July 17, 2011
Wednesday, July 13, 2011
Dia Mundial do Rock
É 13 de julho, você já ouviu um clássico hoje? Eu escolhi este aqui ó:
Escolhi porque ele foi meu primeiro clássico, a minha história com ele você pode conferir neste post aqui ó.
E o bophe escolheu este aqui ó:

E agora, pense quão entediante seria nossa vida se o o rock não existisse e faça sua justa homenagem. Vasculhe sua pilha de CDs, cate um clássico e ouça-o todinho, de cabo a rabo. Nós já fizemos a nossa parte.
Escolhi porque ele foi meu primeiro clássico, a minha história com ele você pode conferir neste post aqui ó.E o bophe escolheu este aqui ó:

E agora, pense quão entediante seria nossa vida se o o rock não existisse e faça sua justa homenagem. Vasculhe sua pilha de CDs, cate um clássico e ouça-o todinho, de cabo a rabo. Nós já fizemos a nossa parte.
Adapaleno - semana 2
Semana 2 caminhando, tem uns pontos vermelhos aparecendo, que eu acho que são protótipos de espinhas começando a povoar meu rostinho (adolescência é fogo, viu? #creia). No domingo, eu posto a situação do meu rosto. E falo também do novo filtro solar. Meu lábio tá loucamente ressecado, e eu tô uma pi-lha com esses artigos.
Sunday, July 10, 2011
Adapaleno - semana 1
Comecei o tratamento no dia 02/07, usando diariamente. Deixei de aplicar apenas um dia.
Como faço? Lavo o rosto com Dermotivin à noite, aplico o ácido e vou dormir. Pela manhã, a primeira coisa que faço é lavar o rosto com Dermotivin. Nos banhs que eu tomo ao longo do dia, apenas lavo o rosto com água corrente e passo um tônico, porque o Dermotivin resseca e pode fragilizar a pele. Sabia que se lavarmos demais o rosto a pele termina ficando mais oleosa porque desenvolve um sistema de defesa? Como passo o dia todo em casa, o tempo tá mais frio e quase não transpiro, água corrente resolve. Quando preciso sair e a pele dá aquela transpirada, uso o Johnsons Baby líquido, porque é bem suave, pode até bater nos olhos de um bebê, imagina...
O que observei? Minha pele, logo no primeiro dia, ficou com uma textura mais agradável ao tato. Não sei se é impressão minha. Minha mãe também observou que ela está mais "sentada" (seja lá o que isso signifique). Eu percebo um ar mais saudável, mais limpo, mas não sei explicar por quê. De perto, ela continua com poros dilatados e manchinhas de espinhas velhas (espinhas, eu tava sem mesmo), mas ainda assim a aparência está melhor e eu não sei explicar por quê.
O que eu estranhei? Eu estou acostumada com o Vitanol, que arde horrores, tem cheiro forte e descama a pele. Ainda por cima, já tenho em mente que tratamento pra espinha primeiro exacerba os sintomas pra depois melhorar. Mas... uma semana e nada de arder, nada de descamar e apenas uma espinha gigante, que nasceu abaixo do lábio. Porém, essa espinha nasceu dias antes de eu menstruar, como ocorre todo mês, então acho que não tem nada a ver com o remédio. Meu lábio tá muito ressecado, e semana passada eu fiz a louca dos balms e comprei logo dois, porque o Ceralip já não tava dando conta. Assim, meu lábio sempre foi ressecado e isso agrava-se ainda mais porque sou respiradoura bucal e arranco pelezinhas quando estou tensa. E, claro, estou muito tensa com esses artigos e prazos.
Comprei dois balms e quase já tenho opinião formada.

Beurre de Karité L'Occitane
Não tem cor, não tem gosto, não tem cheiro, é bem encorpadinho e tá me fazendo um bem danado. Deixo ele ao lado do computador e vou retocando ao longo do dia. Antes de deitar, aplico também, mas acordo com os lábios ressecados porque respiro pela boca :(

Como faço? Lavo o rosto com Dermotivin à noite, aplico o ácido e vou dormir. Pela manhã, a primeira coisa que faço é lavar o rosto com Dermotivin. Nos banhs que eu tomo ao longo do dia, apenas lavo o rosto com água corrente e passo um tônico, porque o Dermotivin resseca e pode fragilizar a pele. Sabia que se lavarmos demais o rosto a pele termina ficando mais oleosa porque desenvolve um sistema de defesa? Como passo o dia todo em casa, o tempo tá mais frio e quase não transpiro, água corrente resolve. Quando preciso sair e a pele dá aquela transpirada, uso o Johnsons Baby líquido, porque é bem suave, pode até bater nos olhos de um bebê, imagina...
O que observei? Minha pele, logo no primeiro dia, ficou com uma textura mais agradável ao tato. Não sei se é impressão minha. Minha mãe também observou que ela está mais "sentada" (seja lá o que isso signifique). Eu percebo um ar mais saudável, mais limpo, mas não sei explicar por quê. De perto, ela continua com poros dilatados e manchinhas de espinhas velhas (espinhas, eu tava sem mesmo), mas ainda assim a aparência está melhor e eu não sei explicar por quê.
O que eu estranhei? Eu estou acostumada com o Vitanol, que arde horrores, tem cheiro forte e descama a pele. Ainda por cima, já tenho em mente que tratamento pra espinha primeiro exacerba os sintomas pra depois melhorar. Mas... uma semana e nada de arder, nada de descamar e apenas uma espinha gigante, que nasceu abaixo do lábio. Porém, essa espinha nasceu dias antes de eu menstruar, como ocorre todo mês, então acho que não tem nada a ver com o remédio. Meu lábio tá muito ressecado, e semana passada eu fiz a louca dos balms e comprei logo dois, porque o Ceralip já não tava dando conta. Assim, meu lábio sempre foi ressecado e isso agrava-se ainda mais porque sou respiradoura bucal e arranco pelezinhas quando estou tensa. E, claro, estou muito tensa com esses artigos e prazos.
Comprei dois balms e quase já tenho opinião formada.

Beurre de Karité L'Occitane
Não tem cor, não tem gosto, não tem cheiro, é bem encorpadinho e tá me fazendo um bem danado. Deixo ele ao lado do computador e vou retocando ao longo do dia. Antes de deitar, aplico também, mas acordo com os lábios ressecados porque respiro pela boca :(

Manteiga Labial Hidratante Açaí Nativa Spa
O Boticário
Essa tem um gostinho enjoado e deixa o lábio com um aspecto rosadinho bem bonito. Senti que hidrata os lábios sim, mas não é potente quando a L'Occitane ou Ceralip. De qualquer forma, tenho usado assim: os potentes em casa e esse, mais rosadinho, mais bonitinho, quando vou sair. Junto, o trio dá conta do recado direitinho.
O Boticário
Essa tem um gostinho enjoado e deixa o lábio com um aspecto rosadinho bem bonito. Senti que hidrata os lábios sim, mas não é potente quando a L'Occitane ou Ceralip. De qualquer forma, tenho usado assim: os potentes em casa e esse, mais rosadinho, mais bonitinho, quando vou sair. Junto, o trio dá conta do recado direitinho.
Mas atenção: que eu saiba, nenhum dos dois tem filtro solar. Então, na hora da exposição, tem que apelar pra os com filtro. Eu sempre usei Epidrat. O gosto é terrível, mas a proteção é potente.
Monday, July 04, 2011
Mais da minha pele
Do último post pra cá, muita coisa mudou. A pressão no mestrado foi tanta que voltei para a Fluoxetina. Minha pele começou a melhorar, tudo indica que pelo combo Fluoxetina + Dermotivin + Belara. Mas, ainda assim, uma espinha ou outra aparece. E eu quero me livrar delas de vez. Passados o São João e os seminários, peguei meus exames e voltei para a dermatologista. Ela olhou tudo, não comentou nada. Apenas pegou o receituário controle especial e me passou duas caixas de Roactan. Mandou eu passar na recepção e pedir o termo de responsabilidade e a requisição dos exames. Quando li o termo de responsabilidade, fiquei chocada. Em primeiro lugar, porque dizia que só era indicado em casos graves de acne, que não é o meu caso, mas também sei que as pessoas usam mesmo sem ser este o caso. No mais, era apenas um compromisso severo de não engravidar, o que pra mim não é problema.
Mas o que me incomodou foi a postura da médica. Sabia que minha pele e minhas mucosas iriam ressecar muito; sabia que poderia ter dores musculares; sabia que poderia ter N efeitos colaterais, mas senti falta de ouvir isso da boca dela: tudo que eu sabia era pelo Dr. Google. Fiquei pensando no risco de embarcar num tratamento tão delicado meio que sozinha, sob a prescrição de uma médica pouquíssimo atenciosa, que não me passou segurança alguma. E fui lendo o termo e pensando a caminho de casa. Daí que cheguei em casa e marquei outro dermatologista.
No dia seguinte, a consulta. O médico conversou bastante comigo, disse que o grande problema no tratamento de acne era o paciente, que no geral era impaciente. Perguntou se eu já tinha cogitado tomar Roacutan. Perguntei-lhe sobre os riscos, mas ele me tranquilizou bastante. Mas não quis prescrevê-lo de cara. Prescreveu Differin 0,3 + um filtro e meu queridinho Dermotivin. Mas foi diferente: ele me deu seu celular e pediu que a qualquer dúvida eu ligasse ou passasse SMS. Que não experimentasse nada na minha pele sem o consultar, podia ligar à vontade. E que queria me ver 25 dias depois para ver como minha pele se comportava.
Minhas impressões: no fim das contas, eu sei que só vou ter o resultado que desejo com o famigerado Roacutan, mas achei prudente seguir as instruções do médico. Comprei o ácido e o filtro solar que ele passou (o sabonete eu já tinha) e vou continuar com ele. Talvez eu esteja apenas adiando algo que será inevitável. Mas, se eu tiver de encarar um tratamento longo e rigoroso como o Roacutan, que eu o faça com um médico que me passou segurança.
Mas o que me incomodou foi a postura da médica. Sabia que minha pele e minhas mucosas iriam ressecar muito; sabia que poderia ter dores musculares; sabia que poderia ter N efeitos colaterais, mas senti falta de ouvir isso da boca dela: tudo que eu sabia era pelo Dr. Google. Fiquei pensando no risco de embarcar num tratamento tão delicado meio que sozinha, sob a prescrição de uma médica pouquíssimo atenciosa, que não me passou segurança alguma. E fui lendo o termo e pensando a caminho de casa. Daí que cheguei em casa e marquei outro dermatologista.
No dia seguinte, a consulta. O médico conversou bastante comigo, disse que o grande problema no tratamento de acne era o paciente, que no geral era impaciente. Perguntou se eu já tinha cogitado tomar Roacutan. Perguntei-lhe sobre os riscos, mas ele me tranquilizou bastante. Mas não quis prescrevê-lo de cara. Prescreveu Differin 0,3 + um filtro e meu queridinho Dermotivin. Mas foi diferente: ele me deu seu celular e pediu que a qualquer dúvida eu ligasse ou passasse SMS. Que não experimentasse nada na minha pele sem o consultar, podia ligar à vontade. E que queria me ver 25 dias depois para ver como minha pele se comportava.
Minhas impressões: no fim das contas, eu sei que só vou ter o resultado que desejo com o famigerado Roacutan, mas achei prudente seguir as instruções do médico. Comprei o ácido e o filtro solar que ele passou (o sabonete eu já tinha) e vou continuar com ele. Talvez eu esteja apenas adiando algo que será inevitável. Mas, se eu tiver de encarar um tratamento longo e rigoroso como o Roacutan, que eu o faça com um médico que me passou segurança.
Sunday, June 05, 2011
Conheçam o blog de Carol
Minha amiga Carol tinha tudo pra ser diva: alta, cabeleira dygna, magra, bom gosto pra se vestir e vaidade de sobra. Mas os requisitos pra ser diva esbarravam num problema, que era nada mais, nada menos que o maior órgão do corpo humano: a pele. E eu acompanhei a evolução dela ao longo de todo o nosso curso de administração. Ela chegou com rostinho de pós-adolescente, pôs aparelho ortodôntico (quem de nós não precisou, não é verdade?) e tinha uma quantidade de espinhas aceitável. Tal como 99% das mortais. Só que, ao longo do curso, a coisa foi piorando. Carol gastava rios de $$$ com peelings, sabonetinhos, adstringentes e essa parafernália que nos perseguem e cujos efeitos, no nosso caso, são... temporários.
Um belo dia Carol decidiu encarar o temido e famigerado Roacutan. E o fez com muita coragem. Eu dei a maior força: acne não é frescura, é incômodo, constrangimento, autoestima deteriorada. Quando eu digo que ela o fez com muita coragem, falo que ela fez algo de extrema utilidade pública: criou um blog e nele registrou toda a sua evolução durante ao tratamento. Com fotos! Gente, vocês devem saber que tratamento pra acne primeiro exacerba os sintomas pra depois melhorar. E ela ia registrando, semana a semana, a evoluçãodo seu quadro. Pra quem cogita fazer o tratamento, o blog de Carol é leitura obrigatória, é gente como a gente narrando a experiência. Hoje estamos formadas (as apressadinhas que terminaram seis meses antes da turma), Carol está esperando um bebê que chega ainda este mês e sua pele continua de pêssego.
Em agosto do ano passado, na nossa colação de grau. Ela não tá usando reboco no rosto não, tá?
A pele foi que ficou pêssego mesmo...
Mas... por que eu estou falando de Carol?
Em março deste ano, comecei um mestrado. Quem me conhece sabe que era meu sonho a carreira acadêmica. Mas a mudança foi brusca e cheia de questionamentos. Saí de um trabalho que exercia há 8 anos, fiquei lisa, a depender de uma possível bolsa (que, na melhor das hipóteses, saindo, ainda é menos que meu salário), carro pra vender e muita, muita, muita coisa pra ler. Gente, vocês não tem noção do volume sobre-humano de leitura! Tem semana que é coisa de 50 páginas por dia, mais resenhas, fichamentos, exposições orais e seminários criativos. Tudo isso permeado por muita insegurança, horas de sono perdida, questionamentos vocacionais e muita, muita insegurança. O resultado de tudo isso, além de afetar o bolso, o humor e o equilíbrio, aetou minha pele. Ela está irreconhecível, cheia de espinhas que se multiplicam numa velocidade bizarra. Vitanol, Dermotivin, meu queridinho Belara, nada resolve.
Não tive dúvidas: voltei à médica que há cinco anos me receitou Roacutan (e eu, por medo, recuei) e disse que dessa vez topav. Imagine se a cada estresse que eu tiver meu rosto virar um vulcão! A primeira coisa que fiz foi consultar Carol e perguntar o que ela achava, se ela me recomendava... enfim. Ela disse: "Super-recomendo". Opinião de quem sabe! Recomendação seguida, Carol.
Amanhã faço os exames e uma pequena cirurgia pra remover dois sinais. A médica disse que feria logo, pois durante o tratamento a cicatrização fica mais lenta. E por ora o que mais me preocupa é a possibilidade de engordar ao longo do tratamento. Mas, sempre que reluto, me lembro das palavras que uma amiga do ballet ouviu da sua dermatologista: "Se você tem apenas uma espinha por mês, no fim de apenas um ano são 12 cicatrizes no seu rosto". Alguém quer isso pra si? Eu não.
Desejem-me boa sorte!
Um belo dia Carol decidiu encarar o temido e famigerado Roacutan. E o fez com muita coragem. Eu dei a maior força: acne não é frescura, é incômodo, constrangimento, autoestima deteriorada. Quando eu digo que ela o fez com muita coragem, falo que ela fez algo de extrema utilidade pública: criou um blog e nele registrou toda a sua evolução durante ao tratamento. Com fotos! Gente, vocês devem saber que tratamento pra acne primeiro exacerba os sintomas pra depois melhorar. E ela ia registrando, semana a semana, a evoluçãodo seu quadro. Pra quem cogita fazer o tratamento, o blog de Carol é leitura obrigatória, é gente como a gente narrando a experiência. Hoje estamos formadas (as apressadinhas que terminaram seis meses antes da turma), Carol está esperando um bebê que chega ainda este mês e sua pele continua de pêssego.
Em agosto do ano passado, na nossa colação de grau. Ela não tá usando reboco no rosto não, tá?A pele foi que ficou pêssego mesmo...
Mas... por que eu estou falando de Carol?
Em março deste ano, comecei um mestrado. Quem me conhece sabe que era meu sonho a carreira acadêmica. Mas a mudança foi brusca e cheia de questionamentos. Saí de um trabalho que exercia há 8 anos, fiquei lisa, a depender de uma possível bolsa (que, na melhor das hipóteses, saindo, ainda é menos que meu salário), carro pra vender e muita, muita, muita coisa pra ler. Gente, vocês não tem noção do volume sobre-humano de leitura! Tem semana que é coisa de 50 páginas por dia, mais resenhas, fichamentos, exposições orais e seminários criativos. Tudo isso permeado por muita insegurança, horas de sono perdida, questionamentos vocacionais e muita, muita insegurança. O resultado de tudo isso, além de afetar o bolso, o humor e o equilíbrio, aetou minha pele. Ela está irreconhecível, cheia de espinhas que se multiplicam numa velocidade bizarra. Vitanol, Dermotivin, meu queridinho Belara, nada resolve.
Não tive dúvidas: voltei à médica que há cinco anos me receitou Roacutan (e eu, por medo, recuei) e disse que dessa vez topav. Imagine se a cada estresse que eu tiver meu rosto virar um vulcão! A primeira coisa que fiz foi consultar Carol e perguntar o que ela achava, se ela me recomendava... enfim. Ela disse: "Super-recomendo". Opinião de quem sabe! Recomendação seguida, Carol.
Amanhã faço os exames e uma pequena cirurgia pra remover dois sinais. A médica disse que feria logo, pois durante o tratamento a cicatrização fica mais lenta. E por ora o que mais me preocupa é a possibilidade de engordar ao longo do tratamento. Mas, sempre que reluto, me lembro das palavras que uma amiga do ballet ouviu da sua dermatologista: "Se você tem apenas uma espinha por mês, no fim de apenas um ano são 12 cicatrizes no seu rosto". Alguém quer isso pra si? Eu não.
Desejem-me boa sorte!
Friday, June 03, 2011
Mais uma semana acaba, uma sensação de impotência tão grande! De me dividir entre os papéis de filha, estudante, namorada, amiga e não dar conta de nenhum deles. O cálculo é uma média de 50 páginas/dia para ler, alguém tem dúvida de que isso é impossível? Daí você faz uma espécie de filtro das prioridades e... adivinha? Bate aquele desconforto por aquilo que não está sendo priorizado. Tenho a sensação de que nunca antes produzi tantos rabalhos meia-boca na minha vida. Justo agora que deveria mostrar o melhor de mim. Será o melhor de mim só isso? Mediocridade. Será que me fata vocação?
Friday, May 27, 2011
Tomar ou não tomar? Eis a questão
A dúvida me acompanha desde os 24 anos, quando um dermatologista me propôs pela primeira vez o tal tratamento. Fuquei chocada, achei o médico louco, imagina... umas duas espinhazinhas aqui e ali e o danado me vem com um tratamento agressivo desses? Até então, eu achava que Roacutan era apenas para casos graves de acne, daqueles que sai pus e tudo. Até que pdocurei uma segunda opinião e ela me esclareceu: em caso de acne recorrente, que resiste a diversos tratamentos, exluída a hipótese de síndrome dos ovários policísticos, é indicado o Roacutan. Trezentos exames depois, tudo ok com os ovários. Hora de encarar o Roacutan.
Na hora H, eu dei pra trás. Todo mundo fala dos perigos de Roacutan para quem sofre de depressão e tal. Então procurei outra dermatologista, esta já contraindicou. Acne tão leve, tratamento tópico resolve. Começamos uma sequência de tratamentos: gluconolactona, ácido retinóico, tretinoína, isotretinoína (tópica), eritromicina e, pra não dizer que não ingeri nada, azitromicina, o que me rendeu um mês e bolinha sem beber e resultados ínfimos. De tudo isso aí, só o ombo Vitanol A (tretinoína) + Dermotivin me rendeu bons resultados. E minha fluoxetina mágica até que deixava minha pele melhor.
Pois bem, anos depois passei a ser uma menina tranquila e equilibrada (#creia) e os antidepressivos foram dispensados.
Eis que começa o mestrado e toda a baranguice inerente a uma vida dedicada dos estudos. Minha pele, um nojo como nunca antes. Para aliviar, não tive dúvidas: o querido combo supracitado. Mas dessa vez, não sei se porque estou mais velha, não sei se por outro motivo, simplesmente não aguento usar o Vitanol. Com apenas cinco dias, minha pele dói até quando encosto o dedo, lavar o rosto está impossível até com Johnson's Baby e a toalha parace uma lixa de parede. Absolutamente tudo dói muito. Minha pele tá um absurdo de sensibilizada.
E ontem no ballet uma colega, que vai começar o tal tratamento, me disse os cálculos que sua dermatologista fez: quem tem uma espinha por mês, são 12 por ano, imagine dez anos depois. Me convenceu. E sofrimento por sofrimento, bora encarar mais seis meses de antidepressivo, abstinência de álcool, chocolate, etc.
Segunda-feira, marco a tal consulta. E então? Devo ou não devo?
Na hora H, eu dei pra trás. Todo mundo fala dos perigos de Roacutan para quem sofre de depressão e tal. Então procurei outra dermatologista, esta já contraindicou. Acne tão leve, tratamento tópico resolve. Começamos uma sequência de tratamentos: gluconolactona, ácido retinóico, tretinoína, isotretinoína (tópica), eritromicina e, pra não dizer que não ingeri nada, azitromicina, o que me rendeu um mês e bolinha sem beber e resultados ínfimos. De tudo isso aí, só o ombo Vitanol A (tretinoína) + Dermotivin me rendeu bons resultados. E minha fluoxetina mágica até que deixava minha pele melhor.
Pois bem, anos depois passei a ser uma menina tranquila e equilibrada (#creia) e os antidepressivos foram dispensados.
Eis que começa o mestrado e toda a baranguice inerente a uma vida dedicada dos estudos. Minha pele, um nojo como nunca antes. Para aliviar, não tive dúvidas: o querido combo supracitado. Mas dessa vez, não sei se porque estou mais velha, não sei se por outro motivo, simplesmente não aguento usar o Vitanol. Com apenas cinco dias, minha pele dói até quando encosto o dedo, lavar o rosto está impossível até com Johnson's Baby e a toalha parace uma lixa de parede. Absolutamente tudo dói muito. Minha pele tá um absurdo de sensibilizada.
E ontem no ballet uma colega, que vai começar o tal tratamento, me disse os cálculos que sua dermatologista fez: quem tem uma espinha por mês, são 12 por ano, imagine dez anos depois. Me convenceu. E sofrimento por sofrimento, bora encarar mais seis meses de antidepressivo, abstinência de álcool, chocolate, etc.
Segunda-feira, marco a tal consulta. E então? Devo ou não devo?
Tuesday, May 24, 2011
Café
Um café bem forte tá se vestindo. Sinal de que mais uma noite será longa. Mas não só longa porque estou sobrecarregada - sim, eu estou muito sobrecarregada. Mas fico passeando aqui e ali, entre um facebook e um twitter, entre um blog e outro, entre um e-mail e outro, então um ter-que-fazer e um querer-fazer. Se eu tivesse começado a meta da madrugada de hoje assim que cheguei do ballet, talvez fosse dormir bem mais cedo. Mas não quis, quis a amenidade, tem dia em que ela é tão mais necessária, me faz tão mais dispersa a ponto de ler o minimapa astral do personare e esticar conversas via gtalk. É a tal da síndrome do adiamento, aquele bloqueio que faz com que adiemos mais e mais o começo de uma atividade por medo de não fazê-la bem, ou mesmo de não consegui fazê-la. Todas as vezes em que tive isso, apenas superei quando o prazo apertou e eu disse a mim mesma: "Ou vai ou racha!". E quase sempre, ao começar, vejo que é mais mais simples que o meu bloqueio me fez supor. E então, por que sabendo de tudo isso não começo logo?!
Vou ali, o café tá pronto.
Vou ali, o café tá pronto.
Sunday, May 22, 2011
O casamento to meu melhor amigo
Calma, calma, eu não sou destruidora de lares. Nem percebi na véspera da cerimônia que ele é o homem da minha vida. Não, não. Mas é que quando seu amigo de infância se casa é como se o seu irmão estivesse mudando de casa. (E se mudaram mesmo, mas, por sorte, ele e a esposa vão morar perto de mim, e isso facilitará nossos combos cachaça + rock-'n'roll.) E aí, como eu acompanhei de perto as expectativas, tensões, etc., acho a efeméride digna de registros, né não? Vamo lá:
A noiva chegou linda, phyna, cheia de classe e não desceu do salto um segundo, não chorou, não borrou maquiagem, não ficou nervosa e olhou para todos com cara de "Estou calma. Nasci sabendo fazer isso, bjos!".
E nós estávamos lá exercendo nosso cargo vitalício de padrinhos de casamento. Só do ano passado para cá, foram três.
Quarteto fantástico. O primo do noivo, atrás de Joanna, eu vi criança, mas não convém denunciar minha idade aqui. Ah, se eu e Joanna gostamos de pastoril? Claro, por isso ela foi de mestra e eu de contra-mestra, pra fazer jus à cantiga "Mestra e contra-mestra, beleza elas são".
Uma dessas famílias que a gente arruma ao longo da vida. Eu estudava na casa dele e ela fazia aquele suco de caju que tanto ajudava na concentração.
Performance do noivo, cantando Que País É Este? no palco.
Sem comentários. Fechação!
Deu tudo certo, a correria, o investimento, o estresse, tudo compensou no fim das contas, então parabéns e muitas felicidades a Gustavo e Aline. Para mais babados, dá uma passadinha no blog do noivo.
Friday, May 20, 2011
Gavetão
Catando documentos velhos na gaveta....
De repente, escritos em papéis soltos, fevereiro de 2007, início da minha convivência com a fluoxetina, que fez meus dias tão mais legais. Sentei na cama, li tudinho.
No espelho, a constatação: por dentro, mudei nada. No rosto, porém, alguns registros novos.
De repente, escritos em papéis soltos, fevereiro de 2007, início da minha convivência com a fluoxetina, que fez meus dias tão mais legais. Sentei na cama, li tudinho.
No espelho, a constatação: por dentro, mudei nada. No rosto, porém, alguns registros novos.
Wednesday, May 18, 2011
Proporção
Eu não costumo comprar vestido pronto. E uso calças jeans muito escuras. Com elas, dificilmente as pessoas percebem que sou uma pessoa da cintura pra cima e outra totalmente distinta da cintura para baixo. E numa dessas provas de vestido (eu sempre desenho e mando fazer os meus), minha mãe comentou: "Nossa, como tem quadril essa menina!" (sim, ela acha isso bonito. mãe pode, né?). Daí a costureira disparou: "Olhe, eu modelo pela tabela da Vogue. De acordo com essa tabela, da cintura pra cima o manequim dela é infantil, 12 anos, e da cintura pra baixo o manequim é 42 adulto".
Entre levar nome de gostosa ou elegante, preferiria a segunda opção. Mas é praticamente impossível quando se tem apenas 1,61 m e quilos e quilos de quadril e brunda. Acho que vou ter que me contentar com os "ssssssssssshhhh, sua linda!".
Ou seja: se nada der certo na vida acadêmica, posso desenrolar um $$$zinho dançando o tchan ou funk.
Entre levar nome de gostosa ou elegante, preferiria a segunda opção. Mas é praticamente impossível quando se tem apenas 1,61 m e quilos e quilos de quadril e brunda. Acho que vou ter que me contentar com os "ssssssssssshhhh, sua linda!".
Ou seja: se nada der certo na vida acadêmica, posso desenrolar um $$$zinho dançando o tchan ou funk.
Sunday, May 15, 2011
Condomínio popular e a evolução das espécies
Eu moro em condomínio popular desde criança e, contrariando o determinismo simplista, não gosto de ouvir som alto de porta aberta, não estendo calcinhas na janela, regulo o volume da TV e não me debruço na janela para "conversar" (leia-se: berrar) com os vizinhos. Muito embora eu tenha crescido nesse tipo de ambiente, ninguém precisou me mostrar que isso são práticas abomináveis: eu simplesmente acho. E, se acho, não as reproduzo. E odeio quem as reproduz. Odeio muito.
Neste exato momento, uma vizinha conversa com a vizinha do prédio em frente pela janela, enquanto ouve um desses pagodes mela-cueca nas alturas de portas e janelas abertas, ao mesmo tempo que um vizinho ouve Whitney Houston bem alto na TV. E neste exato momento também (como em todos os momentos em que eu não estou dormindo, nem comendo, nem tomando banho), eu estou estudando. Lutando contra todos esses (des)estímulos para me concentrar e fazer a leitura de um texto que sequer está em minha língua nativa, ou seja, requer um pouquinho mais de atenção.
Certo dia, um amigo perguntou como eu conseguia estudar ouvindo música. Inúmeras pessoas já insinuaram à minha mãe que eu não estudo, fico "enrolando" com o som ligado. Essas pessoas certamente queimaram a aula de evolução das espécies e nunca ouviram falar de adaptação, sobrevivência, essas coisas que você jura que estão apenas no âmbito da biologia... até que as sente na pele.
Pois bem, eu preciso estudar, não preciso? Eu posso chegar para meu orientador e dizer que não dei conta da leitura porque o vizinho passou o FDS ouvindo brega? NÃO. Logo, se há de se desperdiçar um percentual da minha atenção, que o seja ouvindo música decente, pelo menos que não cause mal-estar. Assim, gasto os 40% de atenção, mas com o benefício de economizar os 10% que desperdiçaria xingando o vizinho e os "artistas" de FDP pra baixo.
Acontece que, com o tempo, estudar com música torna-se tão natural quanto dormir no escuro. Isso se chama adaptação, meu caro. É a evolução das espécies. Ou você acha que isso só acontece na selva? Ou você acha que um condomínio popular é muito diferente de uma selva?
Neste exato momento, uma vizinha conversa com a vizinha do prédio em frente pela janela, enquanto ouve um desses pagodes mela-cueca nas alturas de portas e janelas abertas, ao mesmo tempo que um vizinho ouve Whitney Houston bem alto na TV. E neste exato momento também (como em todos os momentos em que eu não estou dormindo, nem comendo, nem tomando banho), eu estou estudando. Lutando contra todos esses (des)estímulos para me concentrar e fazer a leitura de um texto que sequer está em minha língua nativa, ou seja, requer um pouquinho mais de atenção.
Certo dia, um amigo perguntou como eu conseguia estudar ouvindo música. Inúmeras pessoas já insinuaram à minha mãe que eu não estudo, fico "enrolando" com o som ligado. Essas pessoas certamente queimaram a aula de evolução das espécies e nunca ouviram falar de adaptação, sobrevivência, essas coisas que você jura que estão apenas no âmbito da biologia... até que as sente na pele.
Pois bem, eu preciso estudar, não preciso? Eu posso chegar para meu orientador e dizer que não dei conta da leitura porque o vizinho passou o FDS ouvindo brega? NÃO. Logo, se há de se desperdiçar um percentual da minha atenção, que o seja ouvindo música decente, pelo menos que não cause mal-estar. Assim, gasto os 40% de atenção, mas com o benefício de economizar os 10% que desperdiçaria xingando o vizinho e os "artistas" de FDP pra baixo.
Acontece que, com o tempo, estudar com música torna-se tão natural quanto dormir no escuro. Isso se chama adaptação, meu caro. É a evolução das espécies. Ou você acha que isso só acontece na selva? Ou você acha que um condomínio popular é muito diferente de uma selva?
Monday, May 09, 2011
Claro: "sinal de qualidade" ou de desrespeito ao consumidor?
Sente que a história é grande, mas não deixe de ler pra se prevenir!
Eu moro num lugar onda praticamente operadora nenhuma dá sinal. Por aqui tem umas torres de transmissão de não-sei-o-quê e, dentro de casa, ninguém fala ao celular ao menos que se debruce numa janela. Depois de quase quatro anos morando aqui e tendo que sair de casa pra usar o celular, descobri sem querer que a Claro dá sinal aqui em casa, mesmo longe da janela. Corri lá pra comprar um pré-paguinho cansado de guerra, mas aí me ofereceram um tal plano 120 minutos, eu ganharia meio mundo de bônus e um smartphone. Da fato, sinal superbom, nunca tive probemas.
Aí as contas começaram a subir de R$ 78,00 (valor contratado) para R$ 120 a R$ 150. De repente, apareceram uns pacotes de torpedos, fixo, etc. que eu NUNCA contratei. Fui até uma loja no shopping e me disseram que teria de resolver isso pelo teleatendimento. Preferi continuar pagando mais a ter que ligar pra esses call centers. Foi aí que, depois de um ano, decidi cancelar meu plano e passar para um pré-pago. Liguei pra lá e o fiz. Relativamente rápido até. Informaram-me que a conta iria chegar, proporcionalmente ao que eu usei. E chegou. Foram menos de 15 dias de uso faturados. Mas a conta estranhamente veio com o absurdo valor de R$ 264,88! Corri pra discriminação dos pacotes: somando o valor do meu plano (R$ 82,84 em 2011) com aquele mói de pacote que eu NÃO solicitei, mas usufruí e, por isso, sempre paguei (R$ 30,37), chegamos a R$ 113,21. Peraí! Mas tem uma diferença de R$ 151,67. De onde veio esse valor? Olhei mais uma vez a lista de serviços contratados e esse valor encontrava-se sob a rubrica "Ligações e serviços adicionais". Ok - pensei - devo ter-me excedido. Virei a página para ler a discriminação das minhas ligações, com data, duração, etc., que sempre feio junto à minha fatura e que TODO CONSUMIDOR TEM DIREITO A RECEBER. Qual não foi minha surpresa? A discriminação não estava lá! Este mês não veio. Uma coincidência enorme: a discriminação não veio justo no mês em que minha fatura veio com um valor exorbitante. No mínimo estranho, né? Também achei.
Sem problemas, eu acho que equívocos acontecem. A gente dialoga pra resolver mesmo. Liguei para o bendito 1052 para pedir que me explicassem esse valor e me mandassem uma discriminação da fatura. Transferiram minha ligação três vezes, teve uma que chegou a dizer que, como agora eu sou pré-pago, eles não têm mais acesso à minha fatura pós-paga pelo sistema. Só tiveram acesso na hora de imprimir e mandar uma cobrança abusiva pra minha casa. Na última vez que transferiram, eu disse que só pagaria se tivesse acesso a essa discriminação e que se continuassem me privando disso, eu iria ao Procon. Aí, como por mágica, a ligação caiu!
Então, entrei no site da Claro e registrei minha solicitação por e-mail (tudo isso no dia 03/05/2011), recebi logo em seguida uma confirmação com protocolo por e-mail e uma gentil mensagem "mantenha seu celular ligado". Pensei: "Finalmente, vou ter minhas demandas resolvidas".
Bem, amigos, hoja são 09/05/2011 e, como vocês podem ver, nada foi resolvido, não tive resposta alguma da Claro. Tentei ligar hoje novamente, e ouvi a coisa mais ridícula que já ouvi num teleatendimento (e olhe que eles se garantem nisso): "Senhora, informamos que nosso sistema enconra-se fora do ar, pedimos que ligue daqui a 24 horas". 24 HORAS?!!!!! Desliguei, liguei novamente, e o discurso já era outro. Mas a ligação estava péssima. Questionei se havia algum número para eu contactar a Claro pelo meu fixo: "Não, senhora".
Ok, desisti. Acho lamentável que eu, atolada de coisa pra fazer, mil leituras pra pôr em dia, tenha que sair do meu conforto para ir ao Procom brigar por algo tão simplório. Mas o fato é que essa fatura vence no próximo dia 15 e eu não vou pagá-la com esse valor abusivo sem que eu pelo menos veja a discriminação do que estou pagando. Não procuro mais a Claro: acredito que tudo que eu deveria fazer já fiz, tenho uns quatro protocolos aqui e se até dia 12 eu não tiver retorno algum, vou procurar o Procom o a autoridade a quem couber resolver isso. Como eu sei que nem sempre esses recursos resolvem, me encarrego de queimar a Claro por aqui e onde eu puder.
Você, que cogita utilizar os serviços da Claro, pense duas vezes: um servicinho ruim aqui e ali até se tolera, mas má fé e sacanagem...
Eu moro num lugar onda praticamente operadora nenhuma dá sinal. Por aqui tem umas torres de transmissão de não-sei-o-quê e, dentro de casa, ninguém fala ao celular ao menos que se debruce numa janela. Depois de quase quatro anos morando aqui e tendo que sair de casa pra usar o celular, descobri sem querer que a Claro dá sinal aqui em casa, mesmo longe da janela. Corri lá pra comprar um pré-paguinho cansado de guerra, mas aí me ofereceram um tal plano 120 minutos, eu ganharia meio mundo de bônus e um smartphone. Da fato, sinal superbom, nunca tive probemas.
Aí as contas começaram a subir de R$ 78,00 (valor contratado) para R$ 120 a R$ 150. De repente, apareceram uns pacotes de torpedos, fixo, etc. que eu NUNCA contratei. Fui até uma loja no shopping e me disseram que teria de resolver isso pelo teleatendimento. Preferi continuar pagando mais a ter que ligar pra esses call centers. Foi aí que, depois de um ano, decidi cancelar meu plano e passar para um pré-pago. Liguei pra lá e o fiz. Relativamente rápido até. Informaram-me que a conta iria chegar, proporcionalmente ao que eu usei. E chegou. Foram menos de 15 dias de uso faturados. Mas a conta estranhamente veio com o absurdo valor de R$ 264,88! Corri pra discriminação dos pacotes: somando o valor do meu plano (R$ 82,84 em 2011) com aquele mói de pacote que eu NÃO solicitei, mas usufruí e, por isso, sempre paguei (R$ 30,37), chegamos a R$ 113,21. Peraí! Mas tem uma diferença de R$ 151,67. De onde veio esse valor? Olhei mais uma vez a lista de serviços contratados e esse valor encontrava-se sob a rubrica "Ligações e serviços adicionais". Ok - pensei - devo ter-me excedido. Virei a página para ler a discriminação das minhas ligações, com data, duração, etc., que sempre feio junto à minha fatura e que TODO CONSUMIDOR TEM DIREITO A RECEBER. Qual não foi minha surpresa? A discriminação não estava lá! Este mês não veio. Uma coincidência enorme: a discriminação não veio justo no mês em que minha fatura veio com um valor exorbitante. No mínimo estranho, né? Também achei.
Sem problemas, eu acho que equívocos acontecem. A gente dialoga pra resolver mesmo. Liguei para o bendito 1052 para pedir que me explicassem esse valor e me mandassem uma discriminação da fatura. Transferiram minha ligação três vezes, teve uma que chegou a dizer que, como agora eu sou pré-pago, eles não têm mais acesso à minha fatura pós-paga pelo sistema. Só tiveram acesso na hora de imprimir e mandar uma cobrança abusiva pra minha casa. Na última vez que transferiram, eu disse que só pagaria se tivesse acesso a essa discriminação e que se continuassem me privando disso, eu iria ao Procon. Aí, como por mágica, a ligação caiu!
Então, entrei no site da Claro e registrei minha solicitação por e-mail (tudo isso no dia 03/05/2011), recebi logo em seguida uma confirmação com protocolo por e-mail e uma gentil mensagem "mantenha seu celular ligado". Pensei: "Finalmente, vou ter minhas demandas resolvidas".
Bem, amigos, hoja são 09/05/2011 e, como vocês podem ver, nada foi resolvido, não tive resposta alguma da Claro. Tentei ligar hoje novamente, e ouvi a coisa mais ridícula que já ouvi num teleatendimento (e olhe que eles se garantem nisso): "Senhora, informamos que nosso sistema enconra-se fora do ar, pedimos que ligue daqui a 24 horas". 24 HORAS?!!!!! Desliguei, liguei novamente, e o discurso já era outro. Mas a ligação estava péssima. Questionei se havia algum número para eu contactar a Claro pelo meu fixo: "Não, senhora".
Ok, desisti. Acho lamentável que eu, atolada de coisa pra fazer, mil leituras pra pôr em dia, tenha que sair do meu conforto para ir ao Procom brigar por algo tão simplório. Mas o fato é que essa fatura vence no próximo dia 15 e eu não vou pagá-la com esse valor abusivo sem que eu pelo menos veja a discriminação do que estou pagando. Não procuro mais a Claro: acredito que tudo que eu deveria fazer já fiz, tenho uns quatro protocolos aqui e se até dia 12 eu não tiver retorno algum, vou procurar o Procom o a autoridade a quem couber resolver isso. Como eu sei que nem sempre esses recursos resolvem, me encarrego de queimar a Claro por aqui e onde eu puder.
Você, que cogita utilizar os serviços da Claro, pense duas vezes: um servicinho ruim aqui e ali até se tolera, mas má fé e sacanagem...
Sunday, May 08, 2011
Esse período de adaptação tá me deixando maluca. Eu sinto que não estou dando conta das atividades e, quando cumpro meus prazos, produzo coisas medíocres. Afinal, a academia quer mensurar nosso conhecimento ou nossa resistência? No mestrado, eu utilizo a mesma técnica do ballet. Se a professora chega e diz: "Aula de chão hoje", por mais quebrada que eu esteja eu nem questiono. A energia que eu gastaria tentando negociar, prefico economizar pra despender nos meus exercícios de chão. Uso esse mesmo ponto de vista: em vez de gastar energia tentando convencer professores de que o tempo não dá conta de 939898 resenhas, 20309998 fichamentos, 09988 seminários, 977867676756564533 páginas pra ler, eu me lembro que todo mundo tá tendo a mesma dificuldade que eu. Logo, todo mundo vai produzir dentro do que o tempo permite. Logo, estamos todos nivelados. Né?
Isso me conforta? NÃO!
Basta eu separar meia horinha para fazer as unhas e a consciência logo pesa, porque eu deveria estar produzindo, como eu deveria estar produzindo enquanto estou aqui. Mas preciso de um escape, não é verdade? Grande aprendizagem do mestrado: sei que lá no fim, se eu sobreviver a tudo isso (afinal, todo mundo sobrevive, né?), e SEM Fluoxetina, acho que o maior dos ganhos (sei que serão muitos) terá sido de inteligência emocional. Será?
Isso me conforta? NÃO!
Basta eu separar meia horinha para fazer as unhas e a consciência logo pesa, porque eu deveria estar produzindo, como eu deveria estar produzindo enquanto estou aqui. Mas preciso de um escape, não é verdade? Grande aprendizagem do mestrado: sei que lá no fim, se eu sobreviver a tudo isso (afinal, todo mundo sobrevive, né?), e SEM Fluoxetina, acho que o maior dos ganhos (sei que serão muitos) terá sido de inteligência emocional. Será?
Saturday, May 07, 2011
Bailarina Becky Bloom
Não pensem que é exclusividade minha. Bailarina adora comprar artigos de dança. Basta eu me deparar com uma sainha ou sapatilha nova que meu olho brilha fortemente. Eu já tinha me imposto não comprar qualquer collan-mai-sainha-redinha-sapatilha-etc.-etc.-etc. Afinal, sou uma desempregrada leesa, vida de estudante em dedicação exclusiva é f***. Mas aí eu vinha passando pelas Americanas só pra atravessar de uma entrada a outra e me deparei com uma maneduim usando um collant liiiiiiiiiiindo (Não, as Americanas não vendem artigos de dança. Tava na sessão de lingerie, mas eu me recuso a chamar aquilo de "body". Me recuso severamente!), exatamente do jeito que eu vinha fuçando nas coleções da Só Dança há tempos. Fechadinho nas costas, com detalhes em tule, perfeito pra que está a fim de um collant mais fechadinho. Mas só tinha vermeho. E se eu chegasse na aula com um collant de cor espetaculosa, minha professora me matava. Daí fucei, fucei e... -temço-... ACHEI! Pretinho, compostinho, lindo. Nem pensei duas vezes, obedeci à entidade consumista e comprei.

Essa foto é da própria Del Rio e nem mostra direitinho a tranca com strass nas costas e o drapeadinho no busto. Uma pena! Meu bophe tirou umas fotos minhas com o collat, mas a resolução tava capenga. Na etiqueta do meu, a modelo é Emanuelle Araúdo. Aliás, Emanuelle, que corpitxu, vu? Porque, vou te contar, eu era menina e Emanuelle já estava do mesmo jeitinho que vemos hoje... Inveja branca, vu?
Louca que chegue a próxima aula pra usar o meu.
Ah, utilidade pública:
Não vão pensando que qualquer collant de marca de lingerie (body não!!!) é apropriado para uma aula de ballet. Aqueles com botões embaixo, nem pensar! Vão abrir no primeiro plié. Tem que ver se a elasticidade é boa e principalmente se não é cavado. Pode comprometer a qualidade dos seus exercícios e lhe causar um belo de um constrangimento...

Essa foto é da própria Del Rio e nem mostra direitinho a tranca com strass nas costas e o drapeadinho no busto. Uma pena! Meu bophe tirou umas fotos minhas com o collat, mas a resolução tava capenga. Na etiqueta do meu, a modelo é Emanuelle Araúdo. Aliás, Emanuelle, que corpitxu, vu? Porque, vou te contar, eu era menina e Emanuelle já estava do mesmo jeitinho que vemos hoje... Inveja branca, vu?
Louca que chegue a próxima aula pra usar o meu.
Ah, utilidade pública:
Não vão pensando que qualquer collant de marca de lingerie (body não!!!) é apropriado para uma aula de ballet. Aqueles com botões embaixo, nem pensar! Vão abrir no primeiro plié. Tem que ver se a elasticidade é boa e principalmente se não é cavado. Pode comprometer a qualidade dos seus exercícios e lhe causar um belo de um constrangimento...
Thursday, May 05, 2011
História contada em blogs
Eu já tive uma porção de blogs. De 2002 pra cá, foram uns seis, eu acho. Meu primeiro blog foi o My Iron Lunga (o título é um trocadilho com a música do Radiohead), viveu alguns meses e morreu tão logo eu arrumei meu primeiro estágio. Depois, veio oAnticult. Na época, eu estudava comunicação e não raro tinha que conviver com alguns "meio intelectuais, meio de esquerda", um tipinho que me incomodava bastante. No Histórias de Busão, eu desabafava tudo de ruim que me acontecia nas minhas intermináveis viagens de ônibus, quando eu morava num extremo e trabalhava noutro e pegava quatro ou cinco ônibus ao dia. Mas aí veio uma das minhas depressões, e eu deixei de escrever. Depois, não consegui mais alimentá-lo: sempre me lembrava da depressão. Daó o aposentei, mas não tive coragem de excluí-lo. Parei de alimentá-lo aos 24 anos. E criei este aqui, o mais longevo. Todos eles dentro da proposta de fazer um troço pessoal, um extensão daquelas minhas agendinhas gordinhas da adolescência. Aí, com a explosão de beauty blogs e a minha "injusta" fama de fútil (fútil? eu?), as pessoas me convenceram a fazer um blog para meninas. Como eu sou aquela pessoa que adora fuçar lojas de cosméticos e sempre tem uma boa dica pra compartilhar, pediram e eu fiz. Mas não dá, galera. Nao tenho carisma, não gosto de escrever pra desconhecidos e não consigo falar de futilidade (aliás, de nada) descolando da minha vida pessoal. Não sou it girl, não sou fashionista nem blogueira de esmalte. Daí, com essa correria toda, vou matar os blogs "femininos" e centralizar tudo aqui. Vamo botar ordem na lojinha, né?
(Meninas que liam o Futilidade, me perdoem. Eu realmente não tenho o perfil, mas agradeço a atenção de todas. E sejam bem-vindas ao (Nem) Freud Explica.)
(Meninas que liam o Futilidade, me perdoem. Eu realmente não tenho o perfil, mas agradeço a atenção de todas. E sejam bem-vindas ao (Nem) Freud Explica.)
Saturday, March 12, 2011
Minhas férias* - versão 2
ai amigas so me f*** nesse carnaval peguei uma gripe fiquei de cama colaram chiclete na minha meia arrastão to lisa no vermelho recebi uma ligação de uma biscate surtada que disse um monte de nome feio amigas fiquei passada de chapinha com ions minha garganta fechou meu nariz tá sangrando estou com torcicolo fiquei asfixiada fui pro hospital fiz um monte de raio x naquelas salas feias estou com sinusite e gripe e mazela e mau olhado a médica passou antibiótico vou ficar dez dias sem beber ela passou uma remédio que custa 10 conto só porque tem uma embalagem bonitinha mas dentro tem soro fisiológico daqueles de lente de contato quem vem um litro e custa bem menos sabe amigas ai cansei deve ser olho grande porque eu sou bonita e magra e tenho um bofe bem grande e bonito
* para entender o post: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=92479790
** quem achar uma vírgula aqui ganha dez conto
* para entender o post: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=92479790
** quem achar uma vírgula aqui ganha dez conto
Friday, November 12, 2010
Uma prova e muitas lembranças
O fim dos anos noventa deixou muito boas lembranças, outras desagradáveis, que, acabo de descobrir, tornaram-se um verdadeiro trauma. A exemplo dos Natais e réveillons depois de levar pau no vestibular, uma tortura. O sentimento é de fracasso, de que um ano se perdeu, de que mais amigos se foram para outra dinâmica, outra realidade, de que vocês está sozinha, etc. Afinal, não é fácil ver os amigos indo para a universidade enquanto você está fadado a mais um ano de cursinho. Também não é legal encontrá-los no fim de semana e ver que a vida deles agora é outra e que a sua rotina não pertence mais a eles... um dramalhão, né? Pois é, essa foi a sensação que eu tive quando finalmente (há exatos dez anos) eu passei no vestibular: que fiz um dramalhão de algo tão simples! Na verdade, eu vim ter essa sensação poucos anos depois, quando percebi que recomeçar é importante, que no cursinho fiz grandes amigos, que precisei amadurecer para começar a educação superior e que aquilo que parecia um sofrimento apenas fez parte do processo: não cheguei verdinha na universidade e fui logo para o mercado. A prova cabal da máxima de que Deus escreve certo por linhas tortas.
Pronto! Trauma superado, correto? Erradíssimo. Descubro eu, anos depois, que o trauma está lá, vivíssimo do mesmo jeito, como se fosse hoje... Bastou eu fazer uma má prova de seleção para o mestrado, e tudo veio à tona de novo. Veio à tona o não saber por onde recomeçar, o vazio de desejos num espaço de alguns meses - que eu não seicomo preencher -, a projeção do réveillon com a sensação de que a grande meta, talvez, só ano que vem. E dessa vez tem novidade: a falta de remédios (parei de tomar em agosto), o medo de mais uma depressão... Porque ficar sem tomar fluoxetina é muito bom até que a primeira bomba desabe na sua cabeça. E minhas férias de dezembro? Vão perder a graça quando eu descer do palco e acabarem os ensaios, a preparação, as coreografias?
Eu poderia não estar pensando em nada disso e entender que ser classificado ou não são os únicos destinos possíveis de quem se submete a um processo seletivo. Se não fossem todas essas lembranças, se não fosse o peso das expectativas de todo mundo em cima de mim (com há mais de dez anos). Mas dessa vez tem que ser diferente. Eu tenho que aceitar como gente grande (embora no momento eu só tenha crescido para os lados). Pois eu nunca deixei de acreditar na Deus sabe muito bem o que faz. Mas há qualquer dissonância entre meu raciocínio e meu emocional, e tudo isso dói só de imaginar.
Dizem que é ruim nadar e morrer na praia, mas morrer antes de começar a nadar é igualmente ruim. O bom mesmo é completar o trajeto... pena que tão difícil!
Pronto! Trauma superado, correto? Erradíssimo. Descubro eu, anos depois, que o trauma está lá, vivíssimo do mesmo jeito, como se fosse hoje... Bastou eu fazer uma má prova de seleção para o mestrado, e tudo veio à tona de novo. Veio à tona o não saber por onde recomeçar, o vazio de desejos num espaço de alguns meses - que eu não seicomo preencher -, a projeção do réveillon com a sensação de que a grande meta, talvez, só ano que vem. E dessa vez tem novidade: a falta de remédios (parei de tomar em agosto), o medo de mais uma depressão... Porque ficar sem tomar fluoxetina é muito bom até que a primeira bomba desabe na sua cabeça. E minhas férias de dezembro? Vão perder a graça quando eu descer do palco e acabarem os ensaios, a preparação, as coreografias?
Eu poderia não estar pensando em nada disso e entender que ser classificado ou não são os únicos destinos possíveis de quem se submete a um processo seletivo. Se não fossem todas essas lembranças, se não fosse o peso das expectativas de todo mundo em cima de mim (com há mais de dez anos). Mas dessa vez tem que ser diferente. Eu tenho que aceitar como gente grande (embora no momento eu só tenha crescido para os lados). Pois eu nunca deixei de acreditar na Deus sabe muito bem o que faz. Mas há qualquer dissonância entre meu raciocínio e meu emocional, e tudo isso dói só de imaginar.
Dizem que é ruim nadar e morrer na praia, mas morrer antes de começar a nadar é igualmente ruim. O bom mesmo é completar o trajeto... pena que tão difícil!
Monday, August 02, 2010
Teledramaturgia global: uma luz no fim do túnel
As conversas de domingo lá em casa são legais: um monte de mulheres maduras (e algumas idosas) tendo acesso de nostalgia em relação às novelas da Globo. "As novelas de hoje não prestam", "Pai Herói é que era novela", "Por que não reprisam Locomotiva?" são a pauta dos protestos delas. E às vezes me custa crer que elas estão falando da mesma emissora que produziu Tempos Modernos e outras tantas da minha época que têm exposto autores consagrados ao ridículo de interpretar papéis discutíveis. Eu só acredito porque não sou lá tão jovem. E tive o prazer de saborear uma pontinha dessa tal "época boa" da teledramaturgia global, quando as novelas da Globo eram o melhor da cultura inútil para arejar as ideias. Eu acredito porque assisti a A Gata Comeu aos seis anos de idade e aos dezenove tive a oportunidade de assistir ao seu segundo Vale a pena Ver de Novo e ver que pode-se fazer uma boa novela sem violência, sexo e morte (parece incrível, mas eu não me lembro de uma morte sequer durante toda a trama).
E agora eu me deparo com TiTiTi, depois de tanta expectativa. E essas semaninhas iniciais já serviram o folhetim para mostrar ao público a que veio. Mesmo unindo a trama de mais outros folhetins, como Plumas e Paetês, a novela tem uma trama bem amarrada e um toque cômico na medida certa: sem os exageros que vêm permeando o horário das sete já há algum tempo.
TiTiTi aparece como uma luz no fim do túnel para o horário das sete. Se a experiência der certo em termos de audiência e outros resultados mensuráveis, vale a pena repensar o formato que vem sendo usando atualmente e estudar a possibilidade de investir nos remakes. E, já que o horário das sete se caracteriza por tramas mais leves e com uma dose de humor, eis bons nomes para repetir o êxito de TiTiTi: A Gata Comeu, Cambalaxo, Que Rei Sou Eu, Top Model...
Críticas à nova TiTiTi? Claro que tenho. Pelamãedoguarda, o que é aquela abertura com Rita Lee? Por que não usar a música original, da saudosa banda Metrô, a cara dos anos 80 e com a voz encantadora de Virginie? Por que usar uma nova versão de True Colors, se a de Cindi Lauper é bem melhor? Só isso que me deixou meio frustrada. Mas, fora isso, o importante é que estou tendo a oportunidade de ver a novela de que minha mãe tanto fala desde que me entendo por gente.
E para matar a saudade de TiTiTi "vintage", assista aqui à abertura dos anos 80, época em que se dispunha de bem menos recursos gráficos e, ainda assim, tínhamos aberturas mais legais que as de hoje. Mas isso já é outra história...
E agora eu me deparo com TiTiTi, depois de tanta expectativa. E essas semaninhas iniciais já serviram o folhetim para mostrar ao público a que veio. Mesmo unindo a trama de mais outros folhetins, como Plumas e Paetês, a novela tem uma trama bem amarrada e um toque cômico na medida certa: sem os exageros que vêm permeando o horário das sete já há algum tempo.
TiTiTi aparece como uma luz no fim do túnel para o horário das sete. Se a experiência der certo em termos de audiência e outros resultados mensuráveis, vale a pena repensar o formato que vem sendo usando atualmente e estudar a possibilidade de investir nos remakes. E, já que o horário das sete se caracteriza por tramas mais leves e com uma dose de humor, eis bons nomes para repetir o êxito de TiTiTi: A Gata Comeu, Cambalaxo, Que Rei Sou Eu, Top Model...
Críticas à nova TiTiTi? Claro que tenho. Pelamãedoguarda, o que é aquela abertura com Rita Lee? Por que não usar a música original, da saudosa banda Metrô, a cara dos anos 80 e com a voz encantadora de Virginie? Por que usar uma nova versão de True Colors, se a de Cindi Lauper é bem melhor? Só isso que me deixou meio frustrada. Mas, fora isso, o importante é que estou tendo a oportunidade de ver a novela de que minha mãe tanto fala desde que me entendo por gente.
E para matar a saudade de TiTiTi "vintage", assista aqui à abertura dos anos 80, época em que se dispunha de bem menos recursos gráficos e, ainda assim, tínhamos aberturas mais legais que as de hoje. Mas isso já é outra história...
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