Tuesday, August 25, 2009

Monografando e outros estresses

Acho que a pior parte do problema é assumir que ele existe. Parece que dói admitir que falhou. Pois bem, doeu, mas assumi: minha vida pessoal está uma m****. E eu sou a única culpada. WTF é vida social? (Se alguém souber me conta, tá?)

Desde sempre, fui dessas CDFs chatinhas com poucos amigos e sempre com mais coisas pra fazer do que todo mundo. M****, pura m****. Isso não acrescenta nada a ninguém. Isso sem contar que as pessoas de poucos amigos como eu normalmente estão acostumadas a fazer as coisas sós. Eu não. Agora, quando você começa a achar que estudar é o único prazer que você tem, f****. E f**** mesmo.

Como se não bastassem as 9559348978959 coisas que eu tenho pra fazer, estou agora começando TCC. Fruto (tomara que bem-sucedido) de um grande engano. Simplesmente o sistema colocou no meu formulário de matrícula uma disciplina de um semestre à frente, e eu aceitei. Ainda não tive tempo de me arrepender, porque está tudo muito bonito e eu estou deslumbrada com meu tema, mas uma pilha de leituras já se avoluma na minha pasta e eu percebo que o projeto de passar um bom tempo sem antidepressivos está começando a ficar inviável.

Monday, August 17, 2009

A pilha

É, todo mundo sabe que eu sou bem agitada, que não consigo ficar parada, que minha pilha não gasta nunca e mais meia dúzia de clichês que rondam a vida das criancinhas hiperativas. Mas uma coisa é certa: sou boa de cama. Durmo dicumforça e num preciso de muito tempo para isso não: caio, durmo. Tenho um sono de pedra e durmo até em busão sem o menor estresse. Mas ontem me ocorreu um troço estranho.

Contextualizando...
Estou no sétimo período, pagando seis cadeiras, sendo uma delas a monografia e a outra, a famigerada Sistemas de Informações, cujo índice de reprovaçõesé algo bem interessante. Pois bem, mal as aulas começaram, o professor já torou quatro capítulos do livro-tijolo, e eu, que não sou um gênio predestinado a passar nesse "are babado", já comecei a torar meus capitulozinhos também. Ontem teve festinha na casa do meu bofe, almocinho de família, múltiplos aniversários e tal, mas por volta das 17 tomei logo meu rumo pra ir pra casa estudar. E comecei a fazer meus fichamentinhos. Depois de certa hora parei de estudar SI e foi trabalhar num material de pesquisa que trouxe do trabalho.

E, quando terminei tudo, fui dormir... fui? Deitei, mas a pilha num desligava. Liguei pro bofe, ele disse que eu tava agitada demais, estudando demais, trabalhando demais, puxou minha orelha e me mandou dormir.

Depois de meia hora, a pilha gastou e eu voltei à homeostase. Como eu disse, boa de cama: deitou, apagou!

Tuesday, August 04, 2009

Agosto chegou com a maior cara de setembro. Que bom, né?, porque setembro é o mês mais bonito do ano.

Até a pitangueira do escritório tá se pronunciando: já floriu, ensaiou uma pitanguinhas...

Friday, July 31, 2009

A última e derradeira

As férias da faculdade terminam hoje, ou melhor, é a última sexta-feira das férias. A partir de segunda começa, segundo a mitologia do CCSA, o pior período do curso de Administração: o sétimo. E eu já sei que vou me perguntar inúmeras vezes onde estava com a cabeça quando resolvi fazer graduação de novo, mas isso é bom, considerando que as pessoas me fazem essa pergunta umas 983423847878577 vezes por semana, e eu preciso ter uma resposta criativa para quebrar a mesmice, tipo: "Ah, foi porque deixaram uma cestinha na minha porta e quando eu abri tinha uma calculadora HP12c: só podia ser um sinal!", ou "Fui fazer vestibular para astronomia e colocaram meu nome na listagem errada", ou "Um entidade me disse num sonho que minha missão era ser administradora", ou "Porque meu sonho era usar terninho no trabalho", ou "Para encontrar o bofe dos meus sonhos" (não é que eu encontrei mesmo?).

Agora vamos fazer o indispensável balanço ("peeeeeeegue na miiiiiinha e balance"): o que eu fiz de útil nessas férias fora comer Subway e trabalhar?
  • Pra começar, julho foi o mês d"A Promessa". Em gratidão a uma graça alcançada, esta que vos escreve se comprometeu a ficar um mês inteirinho sem beber refrigerantes nem comprar maquiagem. (Não riam!) Neste ínterim, o China in Box fez uma promoção massa de Yakisoba com rolinho primavera e Kuat, e eu tive que usufruí-la com suco de uva light. (Eca!) Pra coroar, o aguardado rímel Define-a-lash da Maybelline chegou ao Brasil e eu tive de ficar olhando para ele nas prateleiras das Americanas e... só olhar mesmo. Mas foi bom: a graça vale mais que esse sacifício e eu exercitei minha força de vontade (ainda que amanhã eu vá tomar dois litros de guaraná sozinha).
  • Adiantei um mói de trabalho.
  • Assiti Caminho das Índias todo dia e descobri que Bahuan é um mau caráter (além de mau ator, mas isso todo mundo jpa sabia).
  • Não terminei de ler o livro de neuromarketing e não tive coragem de adiantar o conteúdo da temida, odiada, famigerada SI.
  • Desenhei uns croquis legais, mas não tive tempo de escolher tecidos e levá-los à costureira.
  • Esbocei uns colares, mas não sei se vou ter saco para terminá-los.
Pois é. Agora que o coro vai comer na mão do professor de SI e eu vou virar um vegetalzinho que trabalha e estuda (oi? vida social? e tem isso é?), sabe-se lá se dou as caras por aqui e, agora que virei recessionista, vai demorar a surgir produtenhos novos lá pelo Futilidade Pública.

Desejem-me boa sorte!

Thursday, July 30, 2009

Gravity pulls e outras sensações


Da minha casa pro trabalho não é um caminho tão longo assim, mas dá pra ouvir uma pá de música e eu tenho o hábito estranho de à noite, ao chegar, já escolher a que vai começar meu dia e deixá-la no ponto. Coisas de gente estranha como eu. Aí eu faço isso tanto que já nem sinto e, hoje de manhã, comecei o dia com To get me througt the good times, segunda faixa deste álbum (ainda se diz faixa?).

Longe de ser sinesteta, tenho umas sensações bem legais com essa música, principalmente se o dia estiver ensolarado, como estava hoje enquanto eu vinha para cá (detalhe: está caindo um dilúvio right now. estranho? não. Recife. idiossincrasias climáticas). É relaxante ouvir todo o Gravity pulls, sobretudo To get me througt the good times, com sua cadência preguiçosa, e eu vejo e sinto tanta coisa. Como eu disse, não sofro de sinestesia, mas tenho o hábito de relacionar qualquer música/álbum com a época da minha vida em que escutei pela primeira vez. E assim vou eu: não importa o dia em que ela esteja tocando, estou simplesmente em pleno setembro de 2005, sob aquele solzinho gostoso de primavera (que aquece, mas não escalda), absorvendo a preguiça do arranjo e andando no automático.

Independentemente do fato de eu ser muito fã (talvez a única pelas bandas de cá) do Echobelly, esse álbum tem qualquer coisa de hipinose sobre mim ou meu grau de perturbação anda pior do que eu pensava. Eu ouço, e é sempre como se fosse a primeira vez, naquele sábado em que eu cheguei em casa e aproveitei que estava sozinha para inaugurá-lo degustando. E fiquei deslumbrada. E liguei para as pessoas para dizer o quanto ele era infinitamente melhor que eu imaginava. Eu lembro e tudo vira hoje.

O fantástico mundo e Bob é aqui.

PS: Neste momento, um tímido solzinho dá as caras. Eu escrevo devagar? Não. É o tempo que tá doido mesmo.

Thursday, June 25, 2009

"Prozac Painkillerssssss"

Tô começando a me sentir cansada de travar essa luta diária com meus nervos. Eu fiz escolhas, e elas estão começando a pesar na minha rotina. Eu escolhi evitar remédios e tentar enxergar que eu preciso mudar meu jeito de ver o mundo, e não o funcionamento do meu organismo. Mas é meio difícil quando você acha que o mundo inteiro está contra você. Mesmo que às vezes você saiba que é a sua própria cabeça que está contra você, e não o mundo inteiro. É o confuso mecanismo da distimia. O que torna você insuportável por não poder dizer ao mundo que você não faz por mal. Mesmo assim, talvez seja mais enriquecedor passar por tudo isso que sucumbir à promessa de euforia fácil, que vende na farmácia. Como diria o Radiohead, "you've got to feel it on your bones". E nada de "prozac paikillersssss"... pelo menos por enquanto.

Wednesday, June 10, 2009

Junho animado

É pra pôr os acontecimentos em ordem? Vamos lá...

1. 1º de junho
Estudei o FDS todo e fui liberada do trabalho na segunda (1º/06) pra estudar mais. Estudei até o último minuto antes de a prova começar - literalmente. Fiz uma provinha marromena, enfim... dentro do esperado. Operações não é a disciplina mais "passável" de Administração.

2. 5 de junho
Depois de uma semana animadíssima, incluindo prova de operações e seminário de processo decisório, folguei mais um dia no trabalho pra estudar Financeira 2. Antes tivesse trabalhado o dia inteiro, seria mais útil lá, porque saí da prova chorando, chorando mesmo: não sabia fazer nada! Determinei que no sábado não estudaria nem por decreto, e tirei o dia pra descansar a cabeça.

3. 7 de junho
Mil coisas pra fazer: comprar o presente do bofe, retocar o trabalho de marketing e estudar financeira 2 pra segunda chamada (10/06). Sozinha em casa, resolvi cochilar no meio da tarde. E acordei com umacoceira insuportável no olho esquerdo, e doía muito, eu tinha certeza que tinha algo lá dentro. Depois de meia hora no espelho me degladiando com o suposto corpo estranho na frente do espelho, meu olho começou a inchar e fui parar no IOR. Diagnóstico: conjuntivite bacteriana. Cinco dias em casa feito dalit: não toco em nada, ninguém toca em mim. Me senti a pior das criaturas. Depois de terem me concedido dois dias de folga para estudar, agora eu ligo avisando que não vou poder ir nos próximos... sei lá quantos dias. A gente não tem culpa de adoecer, mas eu adoeço tanto que tenho até vergonha. Preciso ir a um imunologista urgente!

4. 10 de junho
Fui dormir às 2h da madrugada estudando e com o olho direito coçando, sendo solidário ao colega esquerdo. Acordei às 9h40 e fui direto estudar. Só parei pra almoçar e voltei. Continuei até 16h, quando me vesti e fui pra UFPE. A prova, pra variar, foi péssima. E eu, mais uma vez, saí de lá desesperada, agora tendo confirmado a hipótese de reprovação. Quanto mais estudo, piores são minhas provas. Me sinto impotente.

Já chorei tudo que tinha pra chorar. Agora é escrever pra ver se melhoro...

Wednesday, June 03, 2009

Não sou bonita. Não sou rica. Não sou alta. Não sou magra. Não tenho as melhores notas. Não tenho cabelo liso. Não moro num bairro nobre. Não tenho corpo sarado. Não tenho a coleção inteira do Radiohead. Não leio livros cabeça. Não frequento lugares legais. Não tenho vida social intensa. Não tenho muitos amigos. Não tenho família grande. Não tenho casa de praia. Não tenho carro do ano. Não tenho as roupas mais caras. Não desenho os croquis mais bonitos. Não sou laureada. Não sou superdotada. Não sou o máximo.

Se é verdade que existe olho grande, por favor tirem-no de mim.

Agradeço...

Tuesday, June 02, 2009

Maratona de corno, mas sem o par de chifres

Quem já esteve no CCSA e nunca ouviu falar da disciplina de Administração de Operações? A primeira vez em que ouvi falar foi exatamente assim: "O sétimo período é o pior de todos por causa da dupla operações e SI". Matriculada em operações, chego para um amigo formado e pergunto inocentemente: "Você já pagou operações?". "Já, reprovei três vezes." Massa!

Negociei no trabalho para passar o dia da prova em casa e agendei o início da maratona para o sábado 30/05. Mas na sexta-feira...

Chego em casa e encontro minha prima acompanha de de sua filha adolescente para passar o fim de semana. Bom, né?

Domingo e segunda, torcicolo, Krajewsky e New Order. Mp3 no máximo volume pra num aturar o vaivém de adolescentes lá em casa. É mole?

Sexta-feira tem mais...

Wednesday, May 20, 2009

Mensagem de amor

Comparem esses vídeos e observe o trato que a galera do Metrô deu no esboço do Paralamas.

Paralamas (a música é deles)
http://www.youtube.com/watch?v=0BzPJKmcnaw&feature=related

Metrô (versão)
http://www.youtube.com/watch?v=kSu-X-66yM4&feature=related

Só num é melhor que Beat Acelerado...

Sunday, May 10, 2009

Olhos de ressaca. Fígado, então, sem comentários...

Tudo começou numa inocente festinha de aniversário, dessas que tem bolo, docinhos, salgadinhos, refrigerantinhos, coisa bem familiar. De repende começaram uns rumores de que de lá a gente ia pra num-sei-onde, beber num-sei-o-quê e, como eu sou uma boa garota, não me opus, né? Feio demais recusar gentilezas e convites... Depois de ficar crawdiano lá no Central e definitivamente desistir de pisar lá novamente até que a ordem seja instaurada, fomos parar no bode e eu, na minha inocência, pedi uma caipirinha. Só me esqueceram de dizer que ela vinha numa cisterna de mil litros (porque aquilo num era simplesmente uma taça). Duas foram suficientes... Na verdade, eu tenho alguns flashes de cenas ridículas, como eu me degladiando com o botão do short no banheiro ou cantando música sertaneja no táxi. Algo me diz que proporcionei belos momentos de VA aos amigos.

É, como diria a própria aniversariante: "Se num 'guenta' brincar, num desce pro play".

A ressaca tá f***, viu? Acho que foi a batata frita que me fez mal...

Thursday, April 30, 2009

Saudades da Virginie

Vamos admitir: a Virginie era uma fofa, né? Tá bom, eu não sou exatamente uma autoridaaaaaade em se tratanto de anos 80, mas eu acho que sobreviveu um pouco desse espírito colorido-alegrinho-exagerado da época. Eu nasci nesta década, né, galera? Era criança no tempo de Beat Acelerado e Tudo Pode Mudar, mas tinhas primos adolescentes. Aí eu aprendi a gostar de um monte de coisas legais, tipo Cabeça Dinossauro, Nós Vamos Invadir Sua Praia e outras obras-primas. E eu tinha uma supercoletânea do Balão Mágico cheia de parcerias do Balão com artistas de gente grande, e uma delas era Não dá pra parar a música, com Virginie e Metrô.

A cidadã tem uma das vozes mais doces que eu já ouvi. Fora o vestuário dela, que era a coisa mais loosho da época. Reza a lenda que toda adolescente da época queria ser Virginie.

Ouçam Metrô, galera. E vocês ouvirão a voz que a Fernanda Takai passou a vida inteira tentando (tantando muito) imitar...

Saturday, April 18, 2009

Friday, April 17, 2009

Sal grosso e afins

Alguém conhece uma boa receita de banho de descarrego? Pode ser daqueles matos fedorentos mesmo, nada que o custo-benefício não compense.

E pra ninguém dizer que minha semana é monótona, lá vai novidade: tentaram arrombar meu carro. Como assim "tentaram"? Tentando, oras! E deixando o bichinho sequelado depois, com a porta direita sem querer fechar. Forçaram o bixinho com uma chave de fenda, dá pra ver as marquinhas por dentro. Minha gente, vou mandar benzer esse menino! E me benzer também.

Vôti!

Monday, April 13, 2009

No limite da mediocridade

Sempre determinei que o limite da minha capacidade de assumir 289845943858785 compromissos seria a mediocridade, que na hora em que eu achasse que tava fazendo alguma coisa medíocre eu pisaria no freio, e essa hora chegou. Hoje vou fazer uma prova para a qual não estudei por pura falta de saco (e não de tempo), e já acumulo uma segunda chamada na minha agenda. E por que isso? Eu tava indo tão bem, notas legais, rendimento legal, me equilibrando direitinho na corda bamba para dar conta de trabalho e estudo com o mínimo de decência que minha autocrítica permite. E agora? Agora, aos 44 do segundo tempo, começo a fazer uma faculdade m**** e me pergunto: estou enganando a quem?

Saturday, April 11, 2009

No feriado, cada um no seu quadrado... ou não

O combinado seria passarmos o fim de semana enclausurados estudando para a prova de operações, cada namoladjinho no seu canto, ok? Não. Pelo menos na sexta-feira. Rolou almocinho de famílias na Sexta-Feira Santa, com direito a todos na mesa cobrando a data do noivado... Sexta-Feira da Paixão é dia de passar bem, sobretudo quando se almoça na casa do namoladjinho, onde todo mundo é chef (inclusive o namolado). Depois de uma tarde ostrando sob efeito do excesso gastronômico, fomos para o segundo tempo no aniversário do coleguinho, que acaba de sair da idade probatória e completar um quarto de século.

Depois disso, casa e cama e um longo preparo pscológico para o sábado e o domingo: aí sim, será cada um no seu quadrado estudando operações. Desejem-nos boa sorte.

Tuesday, March 17, 2009

No forno: Futilidade Pública

Bem, todo mundo sabe que escrever é, além de minha profissão, a coisa que mais gosto de fazer e que este é meu quarto blog. Meu primeiro blog My Iron Lunga era uma espécie de diário virtual e saiu do ar quando passei alguns meses fora da web, escrevendo minhas coisinhas em cadernos mesmo (o que não deixei de fazer até hoje). Mais tarde, criei o Anticult, num momento em que eu tava de saco cheio da síndrome-do-papo-cabeça que costumava acomoter estudantes de comunicação lá na universidade. A proposta era valorizar a futilidade como um escape pra essa chatice toda (nem me critique, até Bourdieu reconhece o papel da futilidade, mas isso é outra história...). Logo depois, veio o Histórias de Busão, meio diário, meio relato hilário das agruras se de ser um usuário de transporte coletivo no Recife. E, em 2007, comemorando a fase eu-menos-pessimista, veio este que vos fala: (Nem) Freud Explica. A razão do título... precisa explicar?

Pois bem. Há quem diga que tenho alma de travesti, e eu tenho certeza de que mora alguma entidade Elke Maravilha aqui dentro. O fato é que sou declaradamente fútil (se é assim que chamam) e, se é pra passar horas batendo papo, que seja com coisas alegres. Sou viciada em blogs de beleza e fóruns de discussão sobre amenidades. Então, amigos e namorado me convenceram: tá na hora de criar meu espaço de coisinhas femininas. Vem aí Futilidade Pública. Longe de ser um Dia de Beauté ou Garotas Estúpidas (e longe de mim ter tanto conhecimento de causa), é uma proposta bem mais simples: é falar de amenidades meeesmo, sem compromisso, sem a expertise das meninas (Vic e Camila), apenas com a disposição de dividir com as amigas os erros e acertos da nossa busca por manter-se minimamente "apresentável" nesse calor escaldante do Recife.

Sunday, March 15, 2009

Emos?

Sei que muita gente costuma me tachar de doida porque eu tenho o hábito de ir ao shopping de busão. Mas é que, por mais absurdo que pareça, para mim é mais cômodo. Acreditem: eu pado pra num ter que estacionar em vagas minúsculas, odeio ficar meia hora catando estaço e odeio mais ainda a fila do estacionamento. E odeio muito mais, muito mais mesmo: Agamenon Magalhães, domingo, bêbados, meliantes, mistura feia...

Pois bem, é sempre assim. Dá certa hora, pego meu busu e sigo em frente. Convenhamos: fora da hora do rush, ônibus não é algo tão incômodo como se fantasia por aí. Tava até passando clipe do Bon Jovi no BusTV :)

Mago, hoje, por uns minutos, comecei a rever meu ponto de vista. Estava voltando do shopping quando subiram aproximadamente vinte emos. Eles tinham uns cabelos horrivelmente espichados (é pré-requisito ter cabelo crespo?), umas roupas bizarras e uma maquiagem podre. Sabe aquelas bases que parecem reboco? Pois bem, é por aí... Fora um quilo de coisa preta nos olhos que mais pareciam uns hematomas.

Como se não bastasse o espetáculo de mau gosto, começaram a cantar, gritar, bater nas janelas. Eu até achava que eram emos, mas começaram a cantar brega. Aí eu não entendi mais nada...

No próximo fim de semana, antes de sair, vou pôr na balança as figuras que eventualmente aparecem muito dispostas a estragar sua viagem e o medo que eu tenho de estacionar e parar nos sinais da Agamenon. É uma equação complexa...

Thursday, March 12, 2009

Rapidinhas

  • A segunda via do meu cartão foi extraviada, e sabe-se lá quando voltarei a sacar, transferir e pagar contas normalmente.
  • Minha grade de horário na UFPE está um acocho só, e algo me diz que a disciplina de Operações vai me dar muita dor de cabeça.
  • Virei revendedora Yes!, depois de perder a paciência com essas revendedoras Avon e Natura que só entregam os pedidos trezentos anos depois (Blah!).
  • Cortei os cabelos em camadas. Falta tempo pra fazer a progressiva.
  • Acho que voltarei ao ballet, na "companhia de dança bonecão do posto".
  • Me apaixonei pelas sombras da Contém 1 g (presente de Josefina).

Depois digo mais.

Tuesday, March 10, 2009

Viajando — literalmente — ao som de Generator

Não, não estava numa rodovia sem buracos como nos filmes, caminhando a pensar na vida. Tinha que chegar ao trabalho, e rápido — o que quase impossível com o trânsito do Recife pela manhã. Mas ouvir o There's nothing left to lose, a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, é ter o poder de estar nem aí pra tudo isso, de dirigir no automático enquanto o pensamento se ocupa de outras coisas, das minhas tardes no estúdio, minha coleção de All Star, de tudo o que era importante para mim naquela época em que o meu maior sonho era poder comprar minha bateria.

Dessa época, restaram apenas alguns pares de All Star, dois pares de baquetas, uns CDs e uma conclusão: estou ficando velha!